Equipe diretiva da escola esteve na Conferência Construcionismo 2025, um dos encontros mais importantes do mundo sobre metodologias e tecnologias para aprendizagem
Em julho de 2025, a Casa Fundamental marcou presença em um dos palcos mais relevantes para o debate internacional sobre educação e aprendizagem: a Conferência Construcionismo 2025, realizada na Universidade Pedagógica de Zurique (PH Zürich), na Suíça, considerada uma das instituições mais qualificadas do mundo em formação docente.
A escola foi representada pela diretora de inovação, Maria Carolina Mariano, que apresentou o artigo “Agrofloresta, a sala de aula perfeita: biotecnologia, alfabetização ambiental e construcionismo em uma escola no Brasil”, em nome das coautoras Marina Mariano, diretora pedagógica, Lídia Ribeiro, diretora acadêmica, e de toda a comunidade escolar.
O painel em que a Casa Fundamental participou reuniu trabalhos de pesquisadores das universidades mais conceituadas do mundo no campo da aprendizagem construcionista, como a Universidade de Columbia (Estados Unidos), Universidade de Nova York, Universidade de Chipre, Universidade de Zurique, além de representantes da Grécia, Itália, Inglaterra, Tailândia e outros países.

Na foto: Maria Carolina Mariano durante a apresentação do painel, representando as coautoras Marina Mariano e Lígia Ribeiro e toda a comunidade da Casa Fundamental.
Diferente de feiras de soluções educacionais, a Conferência Construcionismo é voltada a pesquisadores, professores e gestores que investigam de forma aprofundada como se dá o processo de aprender, especialmente por meio do construcionismo, abordagem criada por Seymour Papert e desenvolvida por nomes como Mitchel Resnick e Marvin Minsky.
“Aqui não se fala apenas em produtos ou tecnologias prontas para sala de aula”, explica Maria Carolina. “Falamos de metodologias, cognição, pensamento computacional, de como criar experiências realmente significativas para o desenvolvimento de competências complexas.”
Além do Brasil, o evento reuniu vozes técnicas de diferentes países para compartilhar experiências ligadas a novas tecnologias, materialidade, corpo e sistemas vivos como parte integrante do ensino de alta qualidade.
No artigo apresentado, a Casa Fundamental mostrou como transformou sua agrofloresta em um verdadeiro laboratório vivo de aprendizagem. A pesquisa destacou projetos realizados por alunos de 2 a 14 anos, como:
“A floresta é uma tecnologia sofisticada de aprendizagem, que ensina lógica, diversidade, interdependência e resiliência. Não é apenas cenário. É pedagógica por si mesma”, afirmou Maria Carolina durante sua fala no painel.
Para a Casa Fundamental, estar entre nomes como José Valente, da Unicamp, referência brasileira em construcionismo, e pesquisadores das mais renomadas universidades do mundo foi mais do que um reconhecimento. Foi também a confirmação de que experiências educativas locais podem inspirar e contribuir para o debate global.
“Nós crescemos muito ouvindo sobre como preparar crianças para o futuro. Mas a floresta já está nos mostrando, agora, como fazer isso. Regenerar a terra e o currículo ao mesmo tempo é possível e urgente”, conclui a diretora.
Assista e leia na íntegra
Assista a um trecho da apresentação de Maria Carolina Mariano na conferência: ASSISTA AQUI
Baixe o artigo oficial apresentado em Zurique: BAIXE AQUI
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